...............................................................Por que tantas bandas?

O incentivo a formação de bandas, nada mais é do que uma estratégia institucional, para que os meninos e meninas aprendam música. Primeiro passo, era apresentar os instrumentos (violão, bateria, alfaiais, caixas, atabaques...).

Depois, mostrar que era possível tirar sons. Sons que eles conheciam de algum lugar (uma música conhecida deles).
Para em seguida, juntar outros meninos/as com outros instrumentos, tocando a mesma música. Assim eles sabem que quando estão tocando uma alfaia, aquele toque se complementa com outros que estão sendo tocados por outros meninos/as.

Além do que, numa banda, eles se organizam para preparar repertórios, e conseqüentemente aprendem a tocar novas músicas e terão que estudar ainda mais, caso queiram continuar fazendo parte daquela banda. E banda, dá um sentido de grupo unido e organizado, um bando. Antes, eles também se organizavam em bandos para ficarem na rua, agora eles se organizam em bandos, para voltar às ruas como artistas.

Elevando substancialmente a auto-estima, de cada um que faz de uma das tantas bandas. A estratégia vem funcionando muito bem, pois a cada dia, surge novos meninos/as se organizando em bandas, isso quer dizer que mais meninos/as estão aprendendo tocar instrumentos.

O próximo passo, e o mais difícil será a teoria musical, pois como a grande maioria dos meninos, estão atrasados na escola, tendo dificuldade na escrita e leitura.

BANDAS

 IUIRI-BAMBÁS

O Som de uma Raça - A BANDA IUIRI-BAMBÁS nasceu da necessidade de se trabalhar a música com as crianças e os adolescentes que freqüentam a Entidade MENINOS DO SOL – GAMR, em Gravatá. Veja mais

 MARACATU SOL DO GAMR

O batuque veio com os negros d’Africa, quando chegaram em Pernambuco como escravos, mas no GAMR, o som ganhou o tom de liberdade, e as alfaias começaram a ser ouvidas por toda a cidade de Gravatá. No inicio, o Maracatu era só uma forma sadia de passar o tempo, mas aos poucos os meninos e meninas começaram a sentir gosto e os convites foram aparecendo para animar as festas locais. Hoje, o Maracatu “Sol do GAMR”, já é a maior referência de batuque na cidade de Gravatá.

As apresentações podem ser realizadas no chão sem microfones, acompanhadas pelas/os meninas/os do Grupo de dança “Culturarte” (formando o cortejo real), que realiza performances enquanto o maracatu toca, ou no palco, pois além do batuque, tem a voz que canta a realidade e o sonho de meninos e meninas de verem um mundo mais justo e fraterno.
Assim é o grupo “Sol do GAMR”, um grupo de batuque, música, performance e resgate da cultura genuinamente pernambucana. O show dura cerca de uma hora.

 

 BANDA “MESTRE LIBRINA”

A idéia era homenagear Sebastião Librina, um homem simples que dedicou uma vida a cultura do bairro do Cruzeiro na cidade de Gravatá.

O velho Librina morreu no anonimato não deixando herdeiros, pois os jovens querendo curtir os novos hits, passaram a ter vergonha do passado, já  que as músicas que tocam nos rádios e televisões, eram bem diferentes das ouvidas e/ou criadas por seus pais.

No GAMR, o som do velho Pífano ganhou nova roupagem para conquistar a galera jovem. E conquistou, pois o pífano ganhou voz que canta e narra em cordel a perspicácia e sagacidade do povo nordestino, que não se cansa de lutar pela felicidade, apesar de todas as dificuldades da vida.

A banda “Mestre Librina”, consegue juntar o passado e o futuro (sem profanar), num som empolgante e contagiante, elevando a auto-estima de um povo que já não sonhava. Os meninos/as do GAMR são os legítimos herdeiros do legado cultural deixado pelos mestres do Cruzeiro,  tendo a responsabilidade de não deixar o pífano, a marzurca, a ciranda, o maracatu, a burra-calu...... serem uma vaga lembrança na cabeça dos mais velhos.

A banda de "Mestre Librina”, é composta por caixa, zabumba, pandeiro, pratos, afoxés, agogôs, rabeca e pífanos, além da voz, que mistura músicas regionais (coco, forró, marzurca e ciranda), com o cordel declamado com performances. O show dura cerca de umahora.

 LOQUITOS

O nome da banda surgiu de uma brincandeira com Josivam, o adolescente que inspirou a formação do grupo, pois ele fez uma promessa para um santo, e caso a graça fosse alcançada, passaria cinco anos sem cortar o cabelo. Apenas seis meses se passaram, e seu cabelo chama a atenção, pois sem dinheiro para tratamentos, alisamentos, cremes e shampoos, cresce de forma rebelde e assustadora, fazendo com que com ele ganhasse vários apelidos como: Ovelha e Sertanejo, pois além do cabelo que chama a atenção, ele tem uma conversa hilariante, que nos reporta aos velhos loucos do passado com histórias tragicômicas de sua infância no Sertão, onde tinha que comer palmas e calangos para sobreviver. E essa fertilidade, o Sertanejo leva para as músicas que escreve, que são muitas e tão interessantes que daria para escrever um livro.Sertanejo saiu da banda, na verdade saiu do GAMR, pois atingiu a maoiridade e usa as habilidades no contra-baixo para sobreviver. Mas a banda, com novos componentes, sobrevive, tocando músicas já consagradas por grandes nomes do rock nacional.

 TRADICIONAL PÍFANOS

O surgimento dessa banda,  foi um desdobramento da Mestre Librina. Mas aos poucos, os meninos ganharam identidade própria, contudo, sem perder a principal característica de ser uma banda tradicional, tocando inclusive novenas e nas festas tradicionais de Gravatá. Apesar de tão pouco tempo de existência, a Tradicional Pífanos, já conquistou seu espaço, tocando até fora de Gravatá. A Banda é formada por:
Adriano - Pífano, Zabumba - Leandro, Tiago - Alfaia, Daniel - Alfaia, Léo - Pratos, Lourinho - Triângulo, Leandro - Caixa.

 

 

 

 INSTIGADINHO

O nome dessa banda é uma homenagem ao educador Dinho, que foi assassinado em Março de 2004. Ele ajudou a formar a banda que apesar de ter feito duas apresentações públicas, ainda continuava sem nome.

Assim, foi fácil juntar a vontade (instigação) dos meninos com o nome do educador , que dedicou seus últimos dias a consolidação do trabalho artístico com os meninos e meninas do GAMR.

InstigaDinho, faz a mistura do Rock com a música nordestina. São músicas instigadas e instigantes, levando o público a dançar e pular junto com os meninos, que impressionam a todos pela desenvoltura no palco e precocidade artística.

Os InstigaDinho é formado por:

  • Coquinho – Voz
  • Zequinha – Caixa
  • Adriano – guitarra
  • Jamaica – alfaia
  • Galo - baixo
  • Leandro - alfaia
  • Lourinho - alfaia
  • Pí - atabaque

 

 

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